quinta-feira, 8 de outubro de 2009

* Quando eu digo que o futuro é agora, quero dizer que
o final dessa história depende do começo, da primeira
linha, da primeira palavra. É por isso que eu pego a caneta
pra escrever os meus dias nas calçadas, nas marquises, vitrines e
paredes. É por isso que eu vou vagar sem rumo, sem mapa,
por essas ruas, seja de Itaperuna, ou de qualquer outro lugar do
universo. É porque eu tenho certeza de que, um dia, eu vou tropeçar
em ti, mesmo que tu ainda não exista. Mesmo que tu sejas uma utopia,
uma ilusão que eu criei na minha cabeça. Mesmo que tu não passes de
uma paixão-de-5-minutos. Mesmo que, para isso, eu tenha que
esquecer como é que se volta pra casa.

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